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Os gases gerados pelo lixo doméstico produzido na capital baiana, Lauro de Freitas e Simões Filho agora têm destinação correta - transformação em energia elétrica. Isso só está sendo possível com a implantação da termelétrica a biogás de aterro sanitário do Nordeste, a Termoverde Salvador, inaugurada, nesta quarta-feira (23), no Aterro Metropolitano Centro de Salvador, em São Cristóvão, com a presença do governador Jaques Wagner.
A primeira termelétrica a biogás de aterro do Nordeste e terceira do País, objetiva tornar em energia renovável 2,5 mil toneladas diárias de resíduos, que vão abastecer grandes e médias empresas instaladas no estado. Para o seu funcionamento foram investidos R$ 50 milhões. Construída em uma área de sete mil hectares pelo grupo Solví, a termelétrica tem potência de 19,73 MW e produzirá 150 mil MWh ao ano - isto daria para atender 300 mil residências.
De acordo com o presidente da Solví Valorização Energética, controladora da Termoverde, Latino de Carvalho, a termelétrica a biogás de aterro sanitário utiliza os gases compostos por dióxido de carbono e metano, provenientes do lixo, transformando-o em energia. Ele explica que, normalmente, esses gases são lançados na atmosfera, sendo os principais causadores do efeito estufa. Mas, quando utilizados como energia alternativa, evita-se o lançamento de Gases de Efeito Estufa (GEE) na camada de ozônio e seu consequente impacto, contribuindo com o meio ambiente. Além disso, não afeta a vegetação e a fauna e nem polui os mananciais.
A termelétrica é composta de usina geradora de energia com 19 motogeradores de 1.038 KW cada, unidade de tratamento do biogás, subestação elevadora e linha de transmissão de 7,8 quilômetros que liga a usina à rede elétrica da Coelba, que fará a distribuição às empresas consumidoras.
Apoio à sustentabilidade
Os investimentos em energia renovável são apoiados pelo Governo da Bahia via incentivos fiscais. Para a implantação da termelétrica, a Solví recebeu incentivos por meio do programa Desenvolve. O governador Jaques Wagner lembrou que este não é o primeiro investimento em energia alternativa adotada pelo Estado. Outra que deverá ser aplicada na Bahia é a energia eólica.
De acordo com Wagner, 14 parques eólicos estão sendo construídos na região de Guanambi, no sudoeste baiano, e já é considerado o maior complexo deste tipo de energia do Brasil. “São iniciativas ambientalmente corretas e que devem ser olhadas como uma visão moderna de desenvolvimento sustentável”.
Até 2014, a Bahia deverá ter mais de 34 parques eólicos. Quando estiverem em funcionamento terão a capacidade de gerar de 977,4 MW, o suficiente para abastecer cerca de quatro milhões de residências.
Publicada às 15h55
Atualizada às 20h05
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