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Propor a criação de condições favoráveis para desenvolver dez segmentos selecionados da atividade industrial no estado. Este é o propósito do documento ‘Política Industrial da Bahia – Estratégias e Proposições’, lançado nesta segunda-feira (21), na sede da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), no Stiep, em Salvador. O estudo é o resultado da parceria entre a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia (SICM), a Petrobras e a Fieb, no âmbito do Projeto Aliança.
Presente na solenidade, o governador Jaques Wagner disse que o documento “é importante neste momento de desenvolvimento que a Bahia vive. Não é nada mais do que planejamento para aproveitar esse bom momento, orientando os diversos setores, a iniciativa privada, o governo e a academia”.
Ele defendeu também uma política industrial que beneficie todo o país, comandada pelo governo federal, respeitando a vocação de cada região e combatendo a guerra fiscal. “Fica mais difícil a gente atrair investimentos quando outros estados estão fomentando a importação de produtos acabados”.
Descentralização
Segundo o presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, “a proposta é que o documento represente uma necessidade da sociedade baiana. Um dos focos principais do estudo é a descentralização da indústria, que exerce pressão muito grande na capital e no seu entorno”.
A intenção é fomentar os setores automotivo, agroindústria, calçados e segmentos intensivos em marca e design, celulose e a cadeia da madeira, construção civil, intensivos em tecnologia (informática, fármacos), mineração e transformação mineral, naval e offshore, petróleo e gás, além de química e petroquímica.
No estudo, foram tratados temas transversais aos segmentos selecionados, a exemplo de energia, infraestrutura logística, educação profissional, inovação tecnológica, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.
Sob a coordenação técnica do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade vinculada ao Sistema Fieb, o estudo partiu de ampla sondagem feita junto a agentes públicos e privados, com o intuito de definir ações estratégicas e estabelecer proposições.
Bahia gerou 460 mil empregos
Wagner afirmou que, atualmente, a Bahia tem R$ 800 milhões registrados em protocolos de intenções. “Somos procurados por causa do mercado que temos, pela qualidade dos nossos trabalhadores, das nossas empresas, da nossa natureza. Por isso, conseguimos gerar 460 mil empregos em quatro anos e nove meses, sendo que 60% destes postos de trabalho foram criados no interior”.
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, de 2007 até o final deste ano, terão sido investidos, somente no Polo Industrial de Camaçari, R$ 11 bilhões. “Isso mostra a nossa política de desenvolvimento industrial pautada no fortalecimento das cadeias produtivas”.
Publicada às 15h15
Atualizada às 18h35
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