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A segunda e última audiência pública do processo de concessão do Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, foi realizada na manhã desta terça-feira (31) na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade, pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicação da Bahia (Agerba).
O encontro teve a participação do governador em exercício, Otto Alencar, do senador Walter Pinheiro, do deputado estadual Zé Neto, do deputado federal Fernando Torres, do prefeito de Feira, Tarcísio Pimenta, além de moradores, comerciantes e representantes de movimentos sociais.
Durante a audiência, os interessados apresentaram sugestões e tiraram dúvidas sobre a concessão. A proposta é que o aeroporto João Durval seja administrado pela iniciativa privada, que vai fazer investimentos de modernização e ampliação do terminal.
De acordo com o subsecretário de Infraestrutura do estado, Marcos Cavalcanti, depois da realização das audiências será lançado o edital de licitação e até o mês de abril todo o processo deve estar concluído e a empresa contratada.
Investimento
Com mais de um milhão de habitantes, Feira de Santana e sua região metropolitana já sentem a necessidade de um aeroporto de grande porte, que possa atender a demanda de passageiros e de cargas. Para isso a empresa que vencer a licitação vai se comprometer a realizar investimentos de ampliação que permitirão a operação de grandes aviões na cidade.
Segundo Cavalcanti, assim que assumir a operação, a concessionária deverá investir R$ 3 milhões. Quando o terminal alcançar a marca de oito mil passageiros por mês, a empresa deve investir mais R$ 20 milhões; 24 meses após atingir 8 mil, terá que investir mais R$ 25 milhões.
“As exigências vão estar no edital. Garantimos assim recursos para a operação do aeroporto hoje e para a ampliação com o crescimento da demanda que com certeza terá”.
Independentemente dos investimentos privados, o Governo do Estado já investiu R$ 2 milhões no aeroporto em 2011. Os recursos foram usados para realização de melhorias que permitiram a reabertura do terminal depois de dois anos interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Pujança da economia
Como parte do processo de concessão, outros R$ 3 milhões vão ser investidos antes da entrega para a iniciativa privada. A concessão do aeroporto de Feira de Santana segue os moldes que o Governo do Estado adotou nos aeroportos de Vitória da Conquista, Valença, Barreiras e Porto Seguro.
Para o secretário de Infraestrutura e governador em exercício, Otto Alencar, “esse é um projeto que atende perfeitamente a pujança da economia de Feira de Santana que não para de crescer e recebe a cada mês novas indústrias”. Otto também revelou que em breve Feira de Santana vai receber um ramal ferroviário que ligará a cidade à Ferrovia Centro Atlântica (FCA).
“A cidade tem três rodovias federais, as BRs 101, 116 e 324, terá o aeroporto e o governador Wagner vai assinar agora em fevereiro um protocolo com a FCA para ampliação da sua linha no valor de R$ 460 milhões e nós incluímos nessa ampliação um ramal para o centro de logística de Feira, que vai ser construído”, disse Otto.
Ampliação permitirá voos para as principais regiões do país
Pelo menos uma empresa que trabalha com aviões de médio porte já se mostrou interessada em operar no aeroporto de Feira de Santana. A ideia é que sejam oferecidos voos diretos para São Paulo, Brasília e Campinas, além de outras capitais e grandes cidades do Nordeste, como Campina Grande e Juazeiro do Norte, por exemplo.
De acordo com o senador Walter Pinheiro, a Bahia já precisa de outro aeroporto de grande porte e diante da impossibilidade da ampliação do de Salvador, Feira se torna a opção mais viável. “Esse aeroporto abre a perspectiva de atender a uma demanda de passageiros e cargas do interior do estado. Vai oferecer ao sertanejo a possibilidade de viajar de avião, algo que era difícil, mas que hoje, com as mudanças econômicas do país, já é uma realidade”.
O aeroporto de Feira de Santana também deve se tornar um grande terminal de carga. Hoje 90% da carga rodoviária, com destino ou origem no Nordeste, passa pela cidade. Com a ampliação parte desse material pode chegar de avião e de lá seguir para outras cidades da região.
Publicada às 10h35
Atualizada às 17h40
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