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Uma delegação de 23 empresários chineses e representantes do governo da Província de Shandong (China), incluindo o vice-governador Cai Limin, estão na Bahia tratando do interesse da China em novos investimentos no estado, nas áreas de mineração, infraestrutura, construção, tecnologia da informação, comércio, indústria, agronegócio, fármacos, energia e setor automobilístico.
O governador Jaques Wagner e Cai Limin almoçaram juntos, nesta sexta-feira (13), após uma breve reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador. Até este sábado (14), a delegação participa de reuniões na Fieb com os secretários estaduais da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, de Relações Internacionais e Agenda Bahia, Fernando Schmidt, e da Agricultura, Eduardo Salles, além de empresários baianos.
“Bahia e Shandong são províncias irmãs há 13 anos, desde 1999”, afirmou o governador Jaques Wagner. “Creio que já estamos maduros nesse relacionamento para realizarmos negócios e intercâmbios comerciais produtivos para as duas partes”.
Negócios
Para o governador, as duas economias vivem momentos excepcionais. “Portanto, como grandes economias emergentes, têm setores complementares. Nosso papel enquanto governantes é criar um ambiente positivo, mas são os empresários que devem concretizar os negócios”.
Cai Limin disse que a sua visita ao Brasil, acompanhado dos empresários, é uma resposta à missão liderada por Wagner à Shandong em dezembro do ano passado. Ele relacionou os setores da indústria, da mineração e da agricultura como as de maior interesse em comum entre os dois países.
“China e Brasil fazem parte do Brics [Brasil, Rússia, China e África do Sul], estão em desenvolvimento, e a cooperação entre nossos estados é importantes para o crescimento de nossos países”, afirmou o vice-governador chinês.
Alto nível
Segundo a avaliação do secretário Fernando Schmidt, a delegação de empresários chineses é de alto nível. “São representantes de empresas multinacionais, das maiores companhias de Shandong, região desenvolvida da China”.
Schmidt destacou que, desde 2007 o atual governo, por meio do governador Jaques Wagner ou de representantes, esteve todos os anos na China para estreitar as relações com governos subnacionais e empresas chinesas, atraindo investimentos e parcerias que colocaram a Bahia como o primeiro estado do Brasil em investimentos chineses.
O vice-presidente da Fieb, Victor Ventin, ressaltou que, em relação aos produtos brasileiros importados pela China, ainda é maior o volume de produtos não industrializados, a exemplo de minérios, sementes e oleaginosos. Ele manifestou sua expectativa de que essa relação comece a mudar, em particular no que diz respeito à Bahia, que hoje exporta principalmente, para a China, pasta de madeira, cobre e algodão.
Publicada às 16h50
Atualizada às 18h10
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