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A Torrebras, empresa do grupo espanhol Windar, vai instalar na Bahia uma fábrica de torres para a produção de energia eólica. O projeto de investimento foi apresentado nesta sexta-feira (1) ao governador Jaques Wagner, ao secretário da Indústria, Comércio e Minaração, James Correia, e ao secretário executivo da Câmara Transversal de Energia da Bahia, Rafael Valverde, durante encontro na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.
Serão investidos R$ 25 milhões na construção da unidade, que vai ficar num terreno de 120 mil metros quadrados, em Camaçari, e terá capacidade para produzir 220 torres/ano. O empreendimento está na fase de terraplanagem. No dia 15 deste mês, as obras têm início. Em outubro, a fábrica será inaugurada, começando a produzir as primeiras torres em dezembro. A previsão é de gerar 500 empregos durante a construção e 300 depois do início da operação.
De acordo com o diretor da Torrebras, Álvaro Carrascosa, já está prevista uma ampliação para primeiro semestre de 2013, que deve dobrar a capacidade de produção da fábrica. “Este é o primeiro projeto da empresa no Brasil. Vamos atender ao mercado brasileiro, em especial, o Nordeste, e, na segunda etapa, com a capacidade dobrada, o mercado internacional”. A Windar também possui unidades de produção na Espanha e na Índia.
Apoio
O Governo do Estado apoia o empreendimento, com a cessão do terreno, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), auxílio na aprovação do projeto e concessão de licenças necessárias à sua implantação. “Viemos, aqui, hoje, apresentar o projeto e agradecer todo o apoio do Governo da Bahia, que tem sido muito importante nesta fase. Recebemos o terreno legalizado, a implantação do projeto esta aprovada”, explicou Carrascosa.
Com um grande potencial eólico, a Bahia tem hoje 57 projetos aprovados nesta área. De acordo com Rafael Valverde, os primeiros 18 ficarão prontos para operação em julho deste ano. Ao todo são 1600 megawats, o que equivale a quase 15% dos projetos que a Bahia tem instalados para geração de energia. O estado ainda tem cerca de dez vezes isso como potencial.
“Este é um mercado muito promissor. Para se ter uma idéia, a Torrebras tinha um planejamento inicial de fabricar 150 torres por ano. Esse número agora é de 220, e eles já estão planejando outros investimentos no estado, todos ligados a área metal mecânica”, afirmou Valverde.
Bahia se destaca na atração de fábricas de equipamentos
Além do potencial de produção de energia utilizando os ventos, a Bahia se consolida como o principal polo nacional na fabricação de equipamentos de produção de energia eólica. Para montar um parque e produzir energia por meio dos ventos são necessárias três estruturas - as torres de sustentação, as naceles, que ficam em cima das torres e são os geradores propriamente ditos, e as pás, que estão ligadas à nacele e movem os geradores com a força dos ventos.
O estado já conta com duas fabricantes de naceles - a Gamesa, inaugurada em julho de 2011, e a Alston, em novembro do mesmo ano. Além dessas, a GE tem protocolo de intenções para instalação de uma unidade assinado e está na fase de entrega de documentos para requerimento de área junto à Sudic.
Referência
A instalação da Torrebras e a chegada de um fabricante de pás, prevista para ser anunciada ainda este mês, fecham a cadeia e abrem espaço para a chegada de outros empreendimentos na área. De acordo com Rafael Valverde, hoje a Bahia pode ser considerada referência entre os estados brasileiros na captação de novos empreendimentos na área de energia eólica. “Com o trabalho realizado o Estado tem conseguido atrair a maioria dos novos investimentos dessa área no Brasil”.
O secretário James Correia disse que o Estado agora vai buscar ampliar a cadeia, com empresas de componentes eletrônicos, quadros, transformadores e também laminadoras de aço, que já teriam sinergia com outras áreas como a da indústria naval, que demanda serviços desse tipo. “Esse é um processo natural de atração e complementação da cadeia, que vamos buscar incentivar aqui no estado”.
Além de trazer os fabricantes, o Estado quer estimular o intercâmbio do mercado com as universidades para formar profissionais destinados a atuar neste mercado, que é novo, mas já apresenta uma grande demanda de pessoal.
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