Conferência em Salvador encerra ciclo de encontros territoriais de SAN
Foto: Adriel Francisco

Os delegados do Território Metropolitano da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional (CESAN) se reuniram no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural para a realização da última Conferência Territorial de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) do Estado.

O encontro, que acontece até quinta-feira (14), conta com as presenças dos 100 delegados que representam os municípios. Estiveram presentes ainda movimentos sociais, como a Unegro, o Fórum Baiano de Economia Solidária e representantes do Estado.

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Concluídas as 18 conferências territoriais, será realizada, entre os dias 17 e 19 de outubro, a Conferência Estadual de Segurança Alimentar, onde serão debatidos os encaminhamentos propostos por cada território. Em dezembro, acontece o encontro nacional.

Para a presidente do Consea-Ba, além do objetivo principal da Conferência, que foi traçar um diagnóstico da situação alimentar e nutricional do território, o espaço serviu para mostrar que a cidade de Salvador e a Região Metropolitana vivem de fato um quadro delicado de insegurança alimentar.

De acordo com o coordenador do Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, a Conferência tem grande relevância, uma vez que integra uma agenda de reconstrução do Brasil. Segundo ele, para superar os desafios da atualidade é necessário lutar contra a fome e escutar cada canto deste país.

“Estamos aqui para reafirmar que no Governo do Estado foi feito o processo de escuta em cada território para que a gente consiga construir estratégias para fortalecer o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional”.

O coordenador destaca ainda que a superação das mazelas provocadas pela fome e desigualdades sociais só será possível com a união entre o poder público e a sociedade civil.

“Eu diria que essas conferências têm um papel extraordinário na atualidade e afirmo que nenhuma mudança aconteceu em nossa história sem a participação da sociedade civil”, afirmou Tiago.

Representando a sociedade civil na abertura do evento, a integrante do terreiro São Jorge Filho da Golméia, Lêda Câmara, colocou a casa religiosa à disposição para ser um ponto de distribuição de alimentos. “Há bastante tempo que a gente faz esse trabalho de distribuir alimentos, de atender aquelas pessoas que batem na nossa porta, seja a hora que for. Nós estamos sempre prontos para ajudar”, disse.

Também presente na Conferência, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, destacou que por sua transversalidade a política de Segurança Alimentar dialoga diretamente com infraestrutura, saúde e sistema de proteção social.

Fonte: BSF