Diversos municípios baianos elevaram as vendas externas durante o primeiro semestre deste ano. Com vendas totais de US$ 4,9 bilhões em seis meses, a Bahia teve alta de 18,4% na comparação com o mesmo período de 2010. O conjunto dos municípios, considerando o critério de empresas com domicílio fiscal no estado, teve incremento de 17,5%.

De acordo com análise da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), os municípios de Itagibá, Vitória da Conquista, Dias D’ávila e Luís Eduardo Magalhães registraram as maiores altas. Camaçari, São Francisco do Conde e Mucuri seguem na liderança entre os maiores municípios exportadores.

Entre os dez principais municípios exportadores destaca-se Itagibá, onde as exportações passaram de US$ 76 mil, no primeiro semestre de 2010, para US$ 34,2 milhões, no mesmo período de 2011. O crescimento foi de mais de 45.000%, devido às vendas externas de níquel feitas pela Mirabela Mineração, que iniciou este ano o embarque do produto extraído da mina no município, sendo embarcadas, no semestre, 12 mil toneladas.

Diversidade

Itagibá é seguida por Vitória da Conquista, com incremento de 83% (café, calçados e confecções), Dias D’ávila (75% – catodos e fios de cobre), Luís Eduardo Magalhães (65% – soja, algodão e mamão), Jacobina (64% – ouro), Salvador (64% – tubos plásticos, consumo de bordo, produtos químicos) e Correntina (59% – soja e algodão). No mesmo ranking, apenas três, entre os dez principais exportadores, apresentaram queda na comparação com o semestre do ano anterior – Camaçari (-8%), Barreiras (-25%) e São Desidério (-2%).

Em volume de exportação, o ranking segue pela ordem com Camaçari, São Francisco do Conde, Mucuri, Dias D’Ávila, Luís Eduardo Magalhães, Eunápolis, Ilhéus, Candeias, Jacobina e Barreiras.

Os dados da balança comercial baiana apontam diversidades entre os municípios exportadores. Em Luís Eduardo Magalhães, a cadeia do agronegócio é altamente explorada, com grãos e demais produtos primários no topo das vendas. Em Camaçari, destacam-se os produtos com maior valor agregado, de produtos químicos a automóveis, entre outros.

Destino das exportações 

“Assim como na pauta brasileira, as ações de governo hoje estão orientadas no sentido de aumentar as exportações de produtos manufaturados, fortalecendo a cadeia produtiva destes produtos a todos os pontos da Bahia. Barreiras é um exemplo disto, onde investimentos estão sendo direcionados para a instalação de agroindústrias para processamento de grãos”, afirma o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz.

Outro ponto de contraste, ao comparar as regiões estaduais que vendem no mercado externo, é o destino das exportações. A Holanda é o país que mais compra produtos de empresas soteropolitanas, com alta de 75% na comparação com 2010. Argentina, Estados Unidos, Venezuela, México e França seguem na lista. Por blocos econômicos, a União Europeia comprou US$ 35,2 milhões de produtos vindos de Salvador, o que corresponde a 42% do total das vendas da capital e alta de 78,7% no comparativo com primeiro semestre de 2010.

Em Luís Eduardo ou Barreiras, pólos tradicionais de produtos agrícolas, a China representa 30% das exportações do município do oeste. Em seis meses foram vendidos US$ 69 milhões em produtos de Luís Eduardo para o mercado chinês, uma alta de 92% sobre mesmo período do ano passado. Alemanha, Turquia, Portugal e Romênia também são destaques.